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[Homevideo] Hitchcock, João e Maria - Caçadores de Bruxas e Amigos Inseparáveis

Desde a nossa última edição, lançamentos em DVD e Blu-ray chegaram às locadoras brasileiras, e a...


Desde a nossa última edição, lançamentos em DVD e Blu-ray chegaram às locadoras brasileiras, e agora chegou a hora de conferir os principais deles, devidamente comentados.

Hitchcock


Imagino que as distribuidoras de Hitchcock, tanto no Brasil quanto em seu país de origem, os EUA, tenham aguardado uma maior presença do longa que narra os bastidores do grande cineasta de mesmo sobrenome durante as filmagens do clássico Psicose na premiação do Oscar deste ano. Hitchcock foi somente indicado na categoria de melhor maquiagem, e acredito que este tenha sido o motivo para o lançamento pouco significativo do filme nos cinemas brasileiros, onde estreou no início de Março. Afinal de contas, um elenco composto por Anthony Hopkins (360), Helen Mirren (Phil Spector), Scarlett Johansson (Os Vingadores), Jessica Biel (Um Bom Partido), James D'Arcy (A Viagem), Toni Collette (United States of Tara), Danny Huston (Magic City) e Michael Stuhlbarg (Sete Psicopatas e um Shih Tzu) não é pra pouca coisa, ainda mais a tê-los interpretando alguns nomes importantes para a história do Cinema, como o próprio Alfred Hitchcock (Hopkins), Janet Leigh (Johansson) e Anthony Perkins (D'Arcy). Poderia ser uma grande realização - especialmente para os cinéfilos - ver um time destes com um trabalho focado em retratar o diretor trabalhando em Psicose, com todos os seus maneirismos e as dificuldades da rotina de trabalho da produção. Mas aos poucos o pouco experiente diretor Sacha Gervasi vai perdendo o foco, preferindo construir um drama com requintes cômicos pouco intenso sobre a vida e a crise do casal Hitchcock, tudo isso com um pano de fundo, que é a produção de Psicose, e assim pecando na utilização daquele universo, se assim pudermos dizer, e seus personagens, tanto que as principais cenas do longa são principalmente quando foca-se neste, poucas vezes. Diferentemente de A Garota, também retratando o diretor e lançado este ano, este prefere humanizá-lo como uma figura apaixonada pelo que faz, ainda que com suas peculiaridades, e acerta nisto, como também acertam Mirren e Hopkins, que estão bem no filme mesmo em meio aos problemas.


João e Maria - Caçadores de Bruxas

Hansel and Gretel: Witch Hunters

Seguindo a onda das releituras modernas para histórias clássicas em que Hollywood vem apostando recentemente quando precisa produzir longas comerciais sem precisar "arriscar" (apostando em projetos autorais ou mais originais), João e Maria - Caçadores de Bruxas chegou ao circuito brasileiro em 25 de Janeiro e atraiu um grande público para as salas que ocupava. Contando a história de João (Jeremy Renner) e Maria (Gemma Arteton) de uma forma que mantém um aspecto de contos e lendas, pois os irmãos decidiram tornar-se caçadores de bruxas após terem perdido a mãe e serem levados pelo pai à casa de uma bruxa onde ficariam, mas após sofrerem muitos maus tratos desta bruxa, decidiram se vingar dela, fugir da casa e continuar trabalhando na caça às bruxas, sempre que são chamados por algum vilarejo que está sofrendo com a presença delas. Assisti este filme numa sala de Cinema, mas devo ressaltar que somente por ter ganho ingressos para fazê-lo, ou certamente aguardaria o lançamento do mesmo nas locadoras, e talvez por ter visto há mais tempo é curioso observar que minhas memórias para ele são breves, por ser uma produção altamente esquecível. Diferentemente de outro desta "moda", o terrível Abraham Lincoln - Caçador de Vampiros, um ponto forte de João e Maria são seus efeitos visuais, competentes, e o desenvolvimento de suas cenas de ação, bem mais corajosas do que na lenda do presidente, ainda que perca dele no que se trata dos conceitos apresentados, já que o caçador de vampiros sabe relacionar sua história à realidade de Lincoln de uma forma mais criativa e inteligente, enquanto os caçadores de bruxas saem bem atrás, procurando criar elementos adicionais que pouco se relacionam com o conto, personagens unidimensionais, que não sabem para onde ir na história. Embora tenha seus momentos de diversão, devido às previamente citadas cenas de ação, pouco passa disto.


Amigos Inseparáveis

Stand Up Guys

Al Pacino (Phil Spector), Christopher Walken (Sete Psicopatas e um Shih Tzu) e Alan Arkin (Argo), três grandes e experientes atores, aqui vivem três amigos que há tempos aproveitavam muito suas vidas de crime e farra. Mas após 28 anos separados devido à prisão de Val (Pacino), acabam voltando a se reunir para viverem ao menos uma última noite de proveito sem pensar nas consequências, justamente por estarem numa idade em que consideram não ter "nada a perder". De certa forma, Amigos Inseparáveis faz parte da recente e já consolidada onda de utilizar apenas atores da geração mais antiga para protagonizar uma produção que brinca com a própria situação de estes não serem mais os mais cotados para a ação, mas estarem voltando para ela, e o roteiro não perde a oportunidade de fazer humor sobre estes elementos, e mesmo que haja momentos em que este acaba sendo explorado de forma exagerada, no geral o clima de nostalgia por parte de seus personagens funciona para a geração de uma comédia leve, e que inspira seus principais momentos no momento em que os mesmos estão em seus momentos de maior inspiração para aproveitar aquela noite, quando no terceiro ato consegue atingir uma atmosfera mais dramática a partir das decisões de seus personagens que refletem sobre situações de suas vidas por inteiro. Mesmo que não seja um longa de grandes inspirações, consegue transitar bem entre a comédia, o drama e toques de ação, com uma ótima trilha sonora e três grandes atores em forma para o trabalho, ainda que não em suas melhores performances.
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