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[Homevideo] Killer Joe - Matador de Aluguel, Dezesseis Luas e Viúvas

Mais um domingo chega e nossa coluna quinzenal está de volta, desta vez para comentar três dos ...


Mais um domingo chega e nossa coluna quinzenal está de volta, desta vez para comentar três dos principais lançamentos recentes em homevideo. Confira:

Killer Joe - Matador de Aluguel

Killer Joe
 
O novo longa de William Friedkin (Operação França, O Exorcista), chegou aos cinemas brasileiros em 08 de Março e conta uma história um tanto quanto trágica: A situação desastrosa, financeira e moralmente, em que uma família se encontra, na qual o filho, Chris (Emile Hirsch), juntamente ao pai, Ansel (Thomas Haden Church), tomam a decisão de que precisarão do assassinato da mãe para que a filha mais nova, Dottie (Juno Temple) possa receber o dinheiro do seguro, que logo ficará com o patriarca e o irmão mais velho, para que assim possam resolver suas situações. Mas para isso precisarão de Joe (Matthew McConaughey), um tradicional matador de aluguel, para executar a tarefa. O problema é que o assassino pago só aceita o pagamento adiantado por seus serviços, algo que a família não tem, mas propõe um arriscado acordo: Ele terá "posse" de Dottie até que os serviços sejam terminados e o pagamento chegue, mas como nada é tão fácil como parece ser, uma série de conflitos surgirão e a família só se enterrará em ainda mais problemas. A questão aqui é que o desespero desta família é tão grande que não há mais amor próprio entre si, não há mais a defesa por quem também faz parte de sua família, há apenas cada um buscando seus próprios objetivos. A série de conflitos que surgem e o clima de desespero por uma situação que não encontra resolução é tão realista, e ao mesmo tempo tão surreal se notarmos o tamanho do azar pelo qual eles passam, que por vezes a atmosfera tão séria e tensa chega a ser tragicômica, mas ainda densa. O longa vai se construindo destas relações e conflitos, com uma bela fotografia e excelentes atuações - especialmente as de Hirsch e McConaughey - até atingir um clímax final completamente enlouquecido. É pesado, sujo, e por isso realista como poucos, o que também gera uma divisão de opiniões entre o grande público, mas é um dos grandes filmes do ano, certamente digno de apreciação cinéfila.


Dezesseis Luas

Beautiful Creatures

Um drama adolescente adaptado de uma obra literária, que tinha tudo para se tornar uma nova moda entre o público, foi lançado nos cinemas brasileiros no dia 1º de Março com a promessa de ser o "Novo Crepúsculo", este é Dezesseis Luas, que conta a história da chegada de Lena Duchannes (Alice Englert) à uma pequena cidade americana, na tentativa de se esconder de toda a fama de sua família por contar com poderes sobrenaturais, mas apesar de ser reconhecida - e por isto, mal recebida - por todos os seus colegas, conhece Ethan (Alden Ehrenreich), que logo se apaixona por ela, apesar de conhecer todas as adversidades. O problema é que Crepúsculo não representa qualquer referência de qualidade, que dirá um projeto que tenta inspiração nele, mas Dezesseis Luas sequer conseguiu atingir o sucesso de Crepúsculo entre o público adolescente, fazendo pouco nas bilheterias. Mas nos primeiros minutos, o longa já mostra a que veio: O protagonista acorda e levanta da cama já vestido com uma roupa esportiva e de tênis; logo depois, quando ele caminha na rua e a câmera o acompanha, enxergamos uma placa com o título americano de A Origem (Inception), escrito de forma errada, mas sua narração em off explica a tentativa de piada. E esta é a questão, Dezesseis Luas não tenta explorar todo o potencial que tem, simplesmente tenta repetir sucessos adolescentes, subestimando seu público alvo com diálogos expositivos e um drama fraco, e tem por sorte lançar algumas questões importantes como o modo como a garota é recebida, que traz uma interpretação à questões que geram o bullying, mas logo elas acabam sendo esquecidas em função do romance, mas caso interesse por este lado, o casal protagonista tem química.


Viúvas

 Viudas

Lançado no Brasil no finalzinho do ano passado e sendo lançado nas locadoras apenas neste mês, Viúvas é uma produção argentina que conta a história da convivência entre Elena (Graciela Borges) e Adela (Valeria Bertucelli), após a morte de Augusto, que era marido de Elena e amante de Adela. A premissa poderia gerar uma comédia interessante, mas prefere apostar num melodrama clichê, especialmente na irritante repetição de sua trilha sonora, para retratar esta relação, com alguns elementos que parecem ter sido retirados de uma novela. Apesar da fotografia que por vezes se destaca na retratação do cenário argentino e a boa performance de suas protagonistas, isto é desperdiçado por uma abordagem fraca. O Cinema argentino segue numa crescente, com grandes projetos a cada ano, e é válido conferir este exemplar para conhecer melhor o Cinema do país, mas não significa que seja um exemplar positivo.
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