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[Homevideo] Um Golpe Perfeito, O Incrível Mágico Burt Wonderstone, Encontro Maligno e Mama

Chegamos a mais uma semana na coluna Homevideo , e chegou a hora de conhecer suas próximas opçõe...


Chegamos a mais uma semana na coluna Homevideo, e chegou a hora de conhecer suas próximas opções para escolher - ou passar longe - nas prateleiras das locadoras. Então confira:

Um Golpe Perfeito

Gambit

Com uma brave passagem pelos cinemas brasileiros no mês de Junho, o grande chamariz na campanha de marketing de Um Golpe Perfeito eram os nomes de Joel e Ethan Coen (Onde os Fracos Não Têm Vez, Bravura Indômita), renomados cineastas que costumam escrever e dirigir seus filmes, mas aqui assumem somente a função do roteiro, uma vez que a direção fica por conta de Michael Hoffman (O Clube do Imperador). Por vezes nomeado como uma comédia indie, o longa é estrelado por Colin Firth (O Espião Que Sabia Demais), Cameron Diaz (O Que Esperar Quando Você Está Esperando), Alan Rickman (Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1), Tom Courtenay (O Quarteto) e Stanley Tucci (Jack e o Caçador de Gigantes), narrando a história de Harry Deane (Firth), um curador de Arte que trabalha para o detestável milionário Lionel Shahbandar (Rickman), por isso decidindo bolar um plano para produzir uma cópia de um dos quadros que o chefe mais deseja ter em sua coleção e vender para ele, mas para concluir o plano, ele precisa de uma cúmplice para passar-se pela proprietária do quadro, sendo esta a personagem de Diaz, que vive uma exagerada e encantadora Texana, mas com sua chegada as coisas sairão bastante do planejado. Um Golpe Perfeito é a refilmagem de Como Possuir Lissu (1966) e sua trama de roubo funciona mais como algo para satirizar um pouco com os planos mirabolantes de várias produções sérias deste sub-gênero, para surpreender o espectador de forma que ele fique até um pouco espantado com os desfechos do que vai acontecendo ali, méritos do roteiro dos Coen que atribui este humor negro moderado à produção, uma pena que Michael Hoffman não tem o talento dos roteiristas para traduzir este tipo de humor à sua abordagem na direção, deixando o filme com uma abordagem mais inofensiva. A performance exagerada de Cameron Diaz se contrapõe à sutileza de Colin Firth, que constroem na relação entre as personagens um clichê, com a questão da convivência entre os extremos, mas é justamente por suas performances junto a de Alan Rickman que tornam o filme uma comédia bastante competente e com vários momentos divertidos - preste atenção na sequência em que Harry Deane explora as dependências de um hotel londrino - que variam de um humor cheio de classe ao verdadeiro pastelão, mas que se beneficiam de um ano sem muitas grandes comédias para tornar-se uma boa experiência para ser vista no conforto de sua casa.


O Incrível Mágico Burt Wonderstone

The Incredible Burt Wonderstone

Por ter se saído abaixo do esperado nas bilheterias norte-americanas, O Incrível Mágico Burt Wonderstone não passou pelos cinemas brasileiros e agora surge em Blu-ray e DVD nas locadoras brasileiras, onde o espectador poderá encontrar a trama do declínio do personagem-título, o egocêntrico mágico Burt Wonderstone, que após muitos anos com um show de ilusão de sucesso em Las Vegas, agora percebe a diminuição de seu público em decorrência da modernização de ilusões que no presente atraem mais o público, enquanto observa o sucesso de seu espetáculo tradicional indo embora junto com sua paixão pela mágica e suas grandes amizades, e agora precisará de um novo fôlego para voltar ao topo. Claramente protagonizado por Steve Carell (Procura-se um Amigo Para o Fim do Mundo), também contando com Olivia Wilde (da série House), Steve Buscemi (da série Boardwalk Empire) e Jim Carrey (Sim Senhor!) em papéis coadjuvantes e Alan Arkin (Argo), James Gandolfini (da série The Sopranos) e Brad Garrett (da série Everybody Loves Raymond) como coadjuvantes de luxo, O Incrível Burt Wonderstone é uma comédia que não levará às gargalhadas por trazer uma abordagem com certa nuance dramática, partindo da situação atual de seu protagonista, que vê seu gigante sucesso indo embora por conta de perder a amizade e parceria de Anton (Buscemi) e da chegada de um mágico muito mais inovador, o personagem de Carrey, que duelará com ele sem piedade, e com isso vemos uma trama que muitas vezes também está presente no mundo artístico da realidade, em que vemos gêneros musicais, estilos de Cinema e segmentos de televisão partindo em decorrência do sucesso de outros, por isso o protagonista consegue levar o público a se importar facilmente com sua história, e sua personalidade também trará alguns momentos mais divertidos, especialmente quando Carell estiver junto de Jim Carrey em cena. Nos momentos em que acompanhamos Wonderstone buscando novas atividades devido à perda da paixão pela magia, o filme vai ficando um pouco aborrecido e cansativo, mas por sorte a chegada do personagem de Arkin - que não revelarei quem é para não atrapalhar a experiência dos que ainda assistirão - dá um novo fôlego tanto à carreira de Wonderstone quanto ao filme em si, já que a paixão do mágico estará sendo aos poucos resgatada, e o longa virá a tornar-se uma experiência divertida e bonita - como é a marca de sua trilha sonora - justamente por cumprir com suas pretensões simples.


Encontro Maligno

Meeting Evil

Uma produção bastante simples e que chega diretamente em DVD no Brasil, Encontro Maligno conta a história de John Felton (Luke Wilson), um homem de família frustrado e recentemente demitido, que tem tudo para perder a cabeça por sua situação atual, mas que vê sua vida mudando quando o misterioso Richie (Samuel L. Jackson) aparece em sua vida para dar-lhe uma simples carona em seu carro, mas acaba cometendo uma série de crimes e manipulando a situação em que John se encontra para cometer uma série de crimes e incriminar seu acompanhante de estrada, mesmo que ele ainda nem saiba o que está por acontecer. Dirigido e escrito por Chris Fisher (da série The Bridge), o suspense divide-se entre o estudo do serial killer feito no personagem de Jackson - e não, este não é um spoiler, uma vez que o roteiro posiciona-se desde o início a mostrar o personagem como o culpado - e toda a manipulação que é construída para que as suspeitas recaiam sobre Felton, o que gera a tensão de torcermos para o personagem e ao mesmo tempo gera o ódio do espectador ao vilão, numa performance divertida de Jackson, que brinca com a imponência do papel. O problema é que - como tem ocorrido com diversos suspenses recentes - um incontável número de conveniências para os eventos que ocorrem durante a jornada torna-a menos palpável para o espectador, como percebemos com a capacidade de Richie de cometer tantos crimes sem a percepção inicial de Felton, ou enganando a polícia sem muitos esforços, algo que nos deixa menos inseguros em relação à trama, que ainda insere uma reviravolta boba e previsível no terceiro ato - outro problema muito frequente nos suspenses recentes - para surpreender o espectador mais desavisado, mas que mesmo assim já pôde se revirar no sofá com o sentimento causado pelo que presenciou, já que o poder tomado pelo vilão certamente gera certa irritação e torcemos para que ele seja logo capturado, e se revirará novamente com uma cena final que talvez seja o momento mais inteligente do longa, um suspense tão competente quanto problemático.


Mama

Mamá

Apadrinhado por Guillermo del Toro, o cineasta Andrés Muschietti lança-se do continente latino ao norte-americano, como tem acontecido bastante com os novos nomes do terror, com este Mama, e certamente já tem uma continuidade de sua carreira em Hollywood garantida após o sucesso comercial deste projeto que chegou aos cinemas brasileiros em 05 de Abril ganhando vários elogios, algo que infelizmente não poderei atribuí-lo. Trazendo uma trama ao melhor estilo clássico do terror, no qual duas garotas deixadas numa cabana recebem por vários anos os cuidados de um fantasma, o qual chamam Mama pelo sentimento maternal gerado por esta relação, e quando seu tio recebe a notícia de que elas foram encontradas e decidirá mantê-las em sua casa sob sua supervisão, mas Mama não deixará as crianças longe de seus cuidados e agora tomará o tio e sua noiva como inimigos de sua função. O mais interessante aqui é que - diferentemente de ondas recentes do terror como as continuações de Atividade Paranormal - Mama não preocupa-se apenas em gerar sustos fáceis, esquecendo-se de seu desenvolvimento de roteiro ou personagens, uma vez que atribui sentimentos - e cenas bastante sentimentais -, tanto às personagens mirins quanto aos vividos por Jessica Chastain (A Hora Mais Escura) e Nikolaj Coster-Waldau (da série Game of Thrones), desenvolvendo-os até eficientemente, bem como atribui diversas referências divertidas aos clássicos do sub-gênero fantasmagórico e sabe brincar com a obscuridade implícita, todas estas características que faltam a diversos dos filmes de terror norte-americanos recentes. Por todas estas características que podemos atribuí-lo, é triste perceber que Mama não entrega tudo que prometia e falha como uma narrativa de terror em busca de gerar tensão no espectador, uma vez que nos (poucos) momentos em que os sustos surgem, eles são previsíveis e quase nulos, muito em decorrência de sua trilha sonora batida e a falta de coragem da montagem em ir até o fim com as cenas que tem este propósito, o que acaba gerando o sentimento de uma trama que não se sustenta como terror, tornando-se arrastada pela falta de grandes momentos e ainda conta com um desfecho incompetente, diferente de toda a grandiosidade que era reservada para este desde o início do filme, que acaba ficando longe de ser péssimo, mas também não chega a ser bom, afinal de contas, de nada adianta utilizar-se de outras histórias de modo a homenageá-las quando a sua própria não torna-se realmente marcante.
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