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[Homevideo] Depois da Terra, Como na Canção dos Beatles: Norwegian Wood, Segredos de Sangue e Ovelha Negra

A coluna Homevideo está de volta para falar sobre mais quatro lançamentos nas locadoras e na T...


A coluna Homevideo está de volta para falar sobre mais quatro lançamentos nas locadoras e na TV por assinatura. Confira e saiba o que escolher:


Depois da Terra

After Earth

Uma produção da safra de ficções científicas deste ano, Depois da Terra chegou aos cinemas brasileiros em sete de Junho, abordando uma época em que a raça humana deixou a Terra após diversas catástrofes que a condenaram, e no novo planeta em que habitam sofrem com a ameaça de criaturas nomeadas "Ursas", que identificam os seres humanos pelo medo que eles sentem, com a exceção de algumas pessoas que conseguem escapar e derrotá-los por não sentir medo. Entre estas pessoas, está o oficial Cypher Raige (Will Smith), que parte numa missão para ir a outro planeta realizar treinos militares junto de seu filho, Kitai (Jaden Smith), mas quando a nave sofre um acidente somente os dois sobrevivem, e descobrem que caíram justamente na ameaçadora Terra, onde o filho terá que sobreviver a diversas ameaças e cruzar uma região do planeta para encontrar um sinalizador e salvar ao pai e a si mesmo. A partir daí, o longa dirigido por M.Night Shyamalan (O Sexto Sentido) praticamente despe-se de sua origem sci-fi que é aplicada no conceito do novo planeta habitado por humanos e concentra-se apenas no drama de sobrevivência protagonizado por Kitai, funcionando justamente por seguir esta proposta. Apesar de Jaden Smith não ter herdado a expressividade do pai, o roteiro consegue nos levar a crer em suas realizações pela sobrevivência e provocar a identificação necessária para que o espectador torça pela realização de seus objetivos, ainda que este mesmo roteiro se sabote pela facilitação que por diversas vezes ocorre durante a jornada de sobrevivência do garoto, que acaba passando rápido demais por alguns pontos que deveriam gerar maiores conflitos. A construção da relação entre a frieza militar com que o pai o trata e a emoção que ele parece buscar na figura paterna é filmada de forma interessante por Shyamalan, eficiente na construção do drama familiar da trama. As apostas em Depois da Terra não foram tão altas a ponto de garantir alguns minutos a mais para que a fita pudesse empregá-los nos desafios enfrentados pelo protagonista em sua jornada pela Terra ou numa explicação mais aprofundada do que ocorreu para deixá-la desta forma, mas estes são quesitos que, embora atrapalhem o longa, não o invalidam como um competente drama de sobrevivência que ainda deverá ser um primeiro passo importante para alavancar a carreira de Jaden Smith no Cinema a partir de seu satisfatório resultado nas bilheterias internacionais, que salvaram a produção de amargar um fracasso como ocorreu no solo americano.


Como na Canção dos Beatles: Norwegian Wood

Noruwei No Mori

- Colaboração de Yuri Costa -

Com três anos de atraso, Norwegian Wood chegou ao Brasil dividindo opiniões mesmo em seu lançamento limitado. O filme, baseado no aclamado romance homônimo do escritor japonês Haruki Murakami, conta a história de Toru Watanabe, que, na década de 1960, em pleno clima de contracultura e guerra fria, acaba de se mudar para Tóquio para estudar numa universidade. Solitário, ele passa a maior parte de seu tempo lendo livros no seu quarto até reencontrar Naoko, antiga namorada do seu melhor amigo antes deste cometer suicídio. Unidos pela perda, os dois se aproximam, até que os problemas psicológicos de Naoko ficam evidentes e implicam na sua internação num sanatório distante. No meio tempo, Watanabe conhece Midori, uma garota afetuosa e interessante, que o coloca entre seu passado com Naoko e seu futuro. Com uma fotografia belíssima e um roteiro afiado, Norwegian Wood peca pelo excesso de sentimentalismo, que muitas vezes parece estranho e pouco natural. Situações que certamente funcionam no livro parecem forçadas, o que, em comunhão com certas cenas estranhas e uma trilha sonora deslocada – havendo violinos melancólicos até para cenas de sexo –, transforma o resultado final numa obra exagerada. Porém, existem, sim, certas cenas que acertam e trazem uma emoção realista e impactante. É o caso de diversos momentos no sanatório com Naoko, que são genuinamente angustiantes justamente por serem tão simples, sem adornos e muitas vezes silenciosos. Para os espectadores que conseguirem atravessar duas horas pesadas de inconsistência entre as cenas realmente bonitas e as exageradas, Norwegian Wood é um trato visual de primeira. Para aqueles que se cansam facilmente com tanto melodrama, o filme pode ser uma experiência tediosa. Não obstante, é sempre interessante ver um trabalho tão comprometido em expor as dúvidas da geração sessentista e a arte da contracultura – mesmo que estas fiquem em segundo plano.


Segredos de Sangue

Stoker

Na estreia de Park Chan-Wook, diretor coreano do cultuado Oldboy, no Cinema americano, o suspense aborda a misteriosa família Stoker, que após a morte de seu patriarca, recebe em sua casa um ainda mais misterioso tio para morar junto com a esposa e a filha do falecido. Este tio se envolverá cada vez mais com as mulheres da família, e poderosas informações de seu passado virão à tona para influenciar ainda mais a família. Matthew Goode e Mia Wasikowska dão vida ao tio e à filha, sem dúvida as personagens mais interessantes do filme, por serem extremamente intrigantes e obscuras, enquanto Nicole Kidman emprega toda a sua apatia das mais recentes produções para viver a matriarca, tão desinteressante quanto o trabalho da atriz no longa. A grande questão é que Segredos de Sangue assemelha-se mais com a personagem de Kidman com as de Goode e Wasikowska, já que, embora seja construído por Chan-Wook com uma atmosfera sombria e até um pouco macabra, apostando certo numa fotografia fria e num trabalho sonoro que em nenhum momento evoca sensações mais confortáveis no espectador, é desfavorecido por seu roteiro extremamente previsível e arrastado, que deixa as intenções de suas misteriosas personagens claras mesmo que ainda não saibamos nada sobre elas e gasta tempo demais com a introdução à rotina dos Stoker antes de partir para o terceiro ato em que concentra suas principais revelações. Equilibrando estes quesitos, Segredos de Sangue comprova ser um filme apenas regular, que reserva lá seus momentos para agradar os fãs de um bom clima obscuro, mas não trará muito mais conteúdo além disto.


Ovelha Negra

Goats

Este longa faz parte do chamado Cinema indie norte-americano, e como a maioria dos lançamentos do sub-gênero no Brasil, chegou diretamente às locadoras. Estreia na direção de Christopher Neil, Ovelha Negra reúne um elenco com grandes nomes, sendo eles David Duchovny (da série Arquivo X), Vera Farmiga (da série Bates Motel), Keri Russell (Os Escolhidos), Justin Kirk (da série Animal Practice) e Ty Burrell (da série Modern Family), além do jovem protagonista Graham Phillips, que vive o garoto Ellis Whitman, que vivendo o fim de sua adolescência, divide-se entre o confrontamento de viver na simplicidade de seu lar, que divide com sua excêntrica mãe (Farmiga) e o chamado homem-cabra (Duchovny), o jardineiro do local que também nutre uma curiosa amizade com Ellis, ou dedicar-se aos estudos e seguir uma vida parecida com a de seu pai (Burrell) e sua madrasta (Russell), vivendo em Washington e seguindo uma profissão melhor sucedida financeiramente. Embora sua visão do pai tenha sido sempre subvertida pela opinião que sua mãe passava para ele, quando passa um período na casa do patriarca, Ellis fica ainda mais dividido entre a extremidade das situações. O trabalho de Christopher Neil constitui-se num drama simples e leve - com exceção dos momentos mais ousados, focados no personagem de Duchovny -, mas que realiza interessantes comentários sobre o paralelo entre diferentes mundos de acordo com suas situações sociais e o peso das decisões que recai sobre os ombros dos jovens da faixa etária de Ellis - com o período da chegada da universidade -, ainda mais pela irresponsabilidade, neste caso, dividida entre seus pais. O roteiro traz pouco de novo e atribui menor importância do que aparentava a determinadas personagens - e do que estas mereciam, também -, mas sua abordagem é interessante o bastante para proporcionar uma bonita identificação com o espectador.
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