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[Review] Game of Thrones 4x09 - The Watchers on the Wall

“ Night gathers, and now my watch begins. ”


Night gathers, and now my watch begins.

Quando foi anunciado que o diretor Neil Marshall voltaria à produção de Game of Thrones para comandar mais uma icônica batalha da série, eu fiquei feliz e extremamente confiante, afinal como mencionei na review passada, a Batalha de Água Negra ainda é uma das horas mais deslumbrantes de todo o show. Sendo assim, em quesitos técnicos este The Watchers on the Wall desponta como o episódio com o tom mais épico de toda temporada. Mas, infelizmente, o que eu mais temia se concretizou. O grau de empatia com a Patrulha da Noite e seus inimigos nunca foi forte o suficiente para que nos importássemos com qualquer que fosse o destino dos personagens por ali, logo fica difícil sofrer por perdas – que foram muitas, diga-se de passagem –, torcer pela vitória dos “mocinhos” ou mesmo se empolgar com uma mínima subtrama envolvendo liderança, que com certeza terá mais repercussões na finale da semana que vem.

A maior prova da falta de identificação que eu mencionei é reforçada por um simples fato: quem não leu os livros só sabia o nome de Jon Snow, Sam e Ygritte durante o episódio. Portanto, eu posso dizer que das jornadas citadas as que mais me agradaram foram as dos dois últimos. Todos os diálogos de Sam foram excelentes, e confesso ter me emocionado de verdade na cena entre ele e Gilly, assim como fiquei com um sorrisão no rosto na conversa entre o patrulheiro chorão e Maester Aemon. Já Ygritte teve seu ápice como personagem ao enfrentar Tormund e o Magnar de Thenn sem nenhum receio.

O que toma conta do resto do episódio é uma batalha intensa e com diversos ápices que, graças à experiência de Neil Marshall em filmar produções do gênero com orçamento limitado, se mostra estilosa e visualmente empolgante. Nos livros, a invasão de Castelo Negro e o embate no topo da Muralha ocorrem em dias diferentes, logo a decisão de juntar os dois eventos para conferir urgência é mais do que acertada (sem contar que nos brinda com belíssimas tomadas como a trajetória de uma flecha disparada por um gigante que se encontra do outro lado da Muralha). Entretanto, o meu momento favorito de toda a ação é o pequeno – porém inspirado – plano sequência que tem início quando Jon Snow sai do elevador. O giro completo no centro de Castelo Negro que vai de Jon para os três selvagens principais e se encerra com Sam libertando Fantasma é de arrepiar. Aqui também a sempre inspirada trilha de Ramin Djawadi tem um papel determinante, e eu fico orgulhoso de ver todo o cuidado da produção nesses momentos.

Ygritte se despede de Jon numa cena cliché, mas aceitável quando colocamos tudo numa balança; a primeira hora da sangrenta batalha é vencida pela Patrulha da Noite a custo de diversas vidas e no fim cabe ao bastardo dos Stark – sim, sempre eles né? – uma tarefa arriscada que deve determinar os rumos gelados da Muralha de uma vez por todas. Resta esperar que a última (e estendida) hora dessa quarta temporada mantenha o grau de excelência que vimos até aqui. Afinal apesar de um deslize ou outro, Game of Thrones nunca esteve em melhor forma. Concordam?

P.S.: Não comentei, mas a luta entre Jon Snow e Magnar de Thenn foi BRUTAL!!

P.S.2: Sobre o gancho que derrubou os selvagens que escalavam a Muralha, só tenho isso para dizer: “I came in like a wrecking baaaaalllll!!”.

P.S.3: Como essa quarta temporada passou rápida meus amigos.

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