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[Review] True Blood 7x01 - Jesus Gonna Be Here

Sookie no centro das atenções.


Sookie no centro das atenções.

True Blood está de volta para seus dez últimos episódios. A temporada final da série estreou no último domingo na HBO, e trouxe em sua season premiere todos os elementos característicos que nos acostumamos a ver nos últimos seis anos. À primeira vista tenho a impressão de que os roteiristas têm plena consciência de que é a última temporada, e já preparam o público para a conclusão dessa história. A aposta é lidar novamente com o eterno conflito entre humanos e vampiros, porém com uma pitada de clima apocalíptico que dá o tom de "temporada final". O resultado é um episódio consistente e divertido, que prendeu a atenção e cumpriu seu papel de inaugurar bem este sétimo ano.

O destaque da premiere foi justamente sua protagonista. Sookie Stackhouse volta ao centro das atenções, com um plot muito semelhante ao do piloto da série - ter que lidar com o pensamento dos outros. Bon Temps é uma cidade pequena, e é claro que todos buscariam um culpado pelo ataque dos hep-vamps à cidade, e sobrou para a pobre meio-fada. Mas Sookie aceitou as criticas, chamou a responsabilidade para si e prometeu ajudar a resolver o problema. Uma bela atitude, mas que principalmente a coloca no centro das atenções da história, algo que foi ficando raro nos últimos anos. Para os fãs de Bill ou Eric, fica a dica de que o lance com Alcide é sério e por enquanto não parece que vai mudar, mas claro que uma hora outra esse assunto será melhor abordado.

E pela primeira vez em muito tempo, todos os personagens estão envolvimentos ao redor de um mesmo tema. Os heps-vamps se tornam o principal e único adversário até aqui, mas que resulta em novos conflitos entre humanos e vampiros. O tal Vince e sua turma parecem ser os tipos coadjuvantes/figurantes que vão dar certo trabalho, não apenas para Sam, mas para Andy e Bill também. Andy, aliás, que mandou bem em sua cena de destaque, e continua incrivelmente sendo um personagem bem melhor do que era temporadas atrás. Teve mais destaque que o apático Bill (que é bom lembrar, voltou ao normal). Falando em Bill, o flashback com sua família me deixou algumas dúvidas sobre seu futuro, mas fato é que a consciência do vampiro deve estar bem pesada, tanto que não há como discordar de Andy e sua mágoa com ele.

Jess também tem uma grande divida com o xerife, e provou ser confiável desta vez ao proteger Adilyn, em uma sequência bem tensa como em muitos momentos do episódio, onde os suspense característico da série prevaleceu. Enquanto isso Lafayette, Willa, entre outros ficaram a cargo das cenas de maior diálogo, numa tentativa clara de humanizar mais seus personagens. E para variar, a pornochanchada clássica de True Blood ficou por conta de Jason Stackhouse. 

Longe de tudo isso, está a cada vez mais épica Pam. Sua busca por Eric continua, e não terminou rapidamente. Pam consegue com poucos gestos e palavras ser uma das melhores personagens em True Blood. A mesma Pam que não tem dó nenhum de alguns vampiros e humanos, é condolente com a menina oferecida a ela. Um detalhe importante a destacar é o fato dela não ter sentido a morte de Tara, ou seja, isso fica em aberto, acredito, ou será um furo do roteiro. 

Enfim, com elementos que me recordaram o piloto, True Blood tem seu ponto de partida rumo ao seu final. A deixa para o próximo episódio é o resgate das moças sequestradas. O melhor de tudo é o retorno da sensação de insegurança ao topar com um vampiro em uma rua escura de Bon Temps, algo que lembra muito os primeiros anos da série. Com nove episódios restantes, a despedida começa hoje, e após me divertir com esse Jesus Gonna Be Here já sei que sentirei saudades desse pessoal. Fico por aqui, até semana que vem!


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