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[Crítica] O Hobbit - A Batalha dos Cinco Exércitos

" Numa toca no chão vivia um hobbit... "


"Numa toca no chão vivia um hobbit..."

E assim a maior história de fantasia do século XX começava a ser contada. Com a trilogia dos anos 2000, a obra de Tolkien atingiu ainda mais popularidade. A trilogia O Senhor dos Anéis se tornou uma das maiores da história do cinema, levando 19 oscars ao todo. Gandalf, Aragorn, Frodo, Sam, Smeagol, entre outros, entraram de vez para o mundo da cultura pop e aí estão até hoje. Faltava apenas o começo de tudo isso, a adaptação daquele livro que J.R.R. Tolkien escreveu para seus filhos. O conto que iniciou toda a Saga do Anel: a história de Bilbo Bolseiro, do Condado e de sua espetacular viagem até Erebor em companhia de 14 anões e um mago.

A adaptação do livro The Hobbit demorou para sair. Peter Jackson, que até então não dirigiria o novo longa, assumiu essa função e anunciou uma nova trilogia. Finalmente, nove anos após a estreia de O Retorno do ReiUma Jornada Inesperada chegava aos cinemas, sendo inevitável a sensação de nostalgia. Um ano depois, com A Desolação de Smaug, fomos presenteados com as fantásticas cenas de Smaug e Bilbo, muito fieis ao livro. E agora, A Batalha dos Cinco Exércitos conclui essa história, sendo a despedida da Terra-Média das telonas. (Será? Tomara que não). O filme de mais de duas horas e meia de duração é o que mais lembra a primeira trilogia, principalmente O Retorno do Rei. Dessa forma, é observando as peculiaridades que encontramos o melhor dessa obra.

A sequência inicial é impressionante, mostrando o ataque de Smaug à Cidade do Lago. Houve uma decisão inteligente de apresentar o sub-título "A Batalha dos Cinco Exércitos" apenas após o dragão sair de cena, mostrando ao público que não leu o livro como a história mudava de direção. Como fã ainda gostaria que "Lá e de volta outra vez" fosse mantido, mas entendo a mudança agora, de fato bem mais pontual. A partir de então seguimos para um clima épico de guerra que dura até o final da película.

Planos abertos impressionantes não faltam, assim como alguns planos semelhantes aos vistos na trilogia original, como a caminhada de Thorin rumo ao combate decisivo contra Azog, combate esse que, ao meu ver, foi uma das melhores cenas do filme. Não vimos Aragorn lutar contra Sauron, porém se fosse algo tão incrível como foi a luta de Thorin, talvez valesse a pena. Aliás, Thorin foi o verdadeiro protagonista do filme, sendo responsável pelas principais mudanças na história. Richard Armitage demonstrou muito bem a bipolaridade vista no anão nessa parte final. As cenas da batalha foram impressionantes como já estamos acostumados em ver na trilogia original de O Senhor dos Anéis. Dessa vez, Peter Jackson inova trazendo vermes comedores de pedras, que se provam muito úteis para abrir caminhos. Quando você assistir, vai entender!

Os fãs da trilogia original devem amar uma incrível cena de ação com Elrond, Galadriel e Saruman. Cate Blanchett leva sua Galadriel ao extremo na hora de um confronto prévio com a alma de Sauron, no momento de maior tensão deste O Hobbit. As deixas para conectarmos a história com A Sociedade do Anel são inúmeras, mas não contarei nenhuma aqui, vou deixar cada um descobrir ao  assistir.

A Batalha dos Cinco Exércitos é recheada de humor. Ryan Gage, com seu Alfrid, ganha atenção mais do que necessária em um tempo que poderia ser utilizado para dar um desfecho melhor a cada personagem. Somente Bilbo ganhou um final feito com calma. Outros personagens se despediram de forma mais apressada. A elfa Tauriel, no final das contas, acabou servindo apenas para dar um clima de romance ao filme, além dos diálogos mais melosos, mas lhe darei o mérito de conseguir fazer Thranduil se expressar com mais humildade. O roteiro é um dos menos impressionantes entre os seis filmes. Existem vários momentos impactantes e bonitos, mas a instabilidade é grande. O mago Gandalf, sempre tão marcante, apareceu pouco, porém sendo sempre notável. Suas cenas com Bilbo estão entre as memoráveis. Martin Freeman, sempre carismático, já fica marcado eternamente por este papel.

Enfim, talvez por lembrar muito O Retorno do Rei, ou por ser um filme concentrado quase que completamente na batalha que dá nome ao título, A Batalha dos Cinco Exércitos não consiga superar seu antecessor, A Desolação de Smaug, o melhor da nova trilogia, justamente por contar com o diferencial, que é o dragão Smaug. Entretanto é um épico e um dos melhores filmes do ano, pois não tem como ser diferente. É da Terra Média que estamos falando. Quando o filme vai chegando ao fim já vai batendo a saudade, pois a hora da despedida chegou. Felizmente, é só correr para assistir A Sociedade do Anel e rever tudo de novo lá e de volta outra vez!

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