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[Review] Homeland 4x09/10 - There's Something Else Going On/13 Hours in Islamabad

Em clima de guerra.


Em clima de guerra.

Alex Gansa e Howard Gordon, criadores de Homeland, realmente gostam de deixar a tensão para o final. Bem diferente de outra série famosa deles, 24. Tudo que vimos até o episódio 4x06 foi uma preparação para os últimos acontecimentos. Desde o sequestro de Saul até a invasão à embaixada americana no Paquistão, presenciamos cenas fora do comum, até mesmo para Homeland. Competência dos criadores que, realmente, entendem como criar momentos de tensão e adrenalina.

There's Something Else Going On mostrou o desfecho do sequestro de Saul em uma espetacular cena entre Carrie e seu mentor. Carrie, enfim, conseguiu convencer o ex-diretor da CIA a continuar vivo e concluir a negociação que parecia ser o fim de toda essa situação, mas claro que teria um plot twist daqueles. Com o ataque aos carros onde estavam importantes agentes da CIA, a embaixada ficou desprotegida e então lembrei muito de Argo, mas me enganei que a invasão fosse durar até o final da temporada, durou apenas meio episódio.

Porém, foi "o episódio". Se 13 Hours in Islamabad fosse a regra e não a exceção, Homeland teria muito mais fãs, porém sabemos que nada do que vimos seria tão tenso se não tivesse toda aquela construção por trás embasando a situação. Haqqani não foi nem um pouco misericordioso e eliminou vários agentes sem dó. Mas ele não conhece Peter Quinn. Este sim #mitou no episódio salvando a todos, ou quase. Poderia ter salvo Fara, não fosse o impulsivo Lockhart.

Enquanto isso, Carrie botava a mão na massa estilo Jack Bauer e, finalmente, se tocou de que o exército do Paquistão não viria ajudar. A estratégia de Haqqani estava dando certo. Apesar de que, vejo em Tasneem Qureshi a grande adversária que Carrie tem pela frente. Khan nada pode contra ela, e ao se omitir acabou assumindo parte da culpa por todas as mortes do dia.

A morte de Fara foi bem triste, mas fico com a sensação de que ela foi uma personagem muito pouco explorada em sua curta participação na série. No momento, serviu para acordar o ódio de Peter Quinn, que agora vai atrás de Haqqani por conta própria. Já vimos que ele vai usar de todos os métodos possíveis para encontrar o terrorista. Chegou o momento dele na série, finalmente. Peter é bizarro e imprevisível, Carrie vai ter um grande trabalho para lidar com ele de agora em diante. O arco da embaixada terminou neste episódio.

O elenco dessa temporada merece destaque, apesar de Claire Danes continuar como protagonista absoluta, Laila Robins e Mark Moses vêm fazendo uma boa dupla como casal problemático. Não à toa o elenco de Homeland foi lembrado nas indicações do SAG Awards deste ano.

Enfim, acredito que o auge da temporada foi neste episódio. Com uma fotografia excepcional na cena do tiroteio na rua e uma sequência que já entra para as melhores do ano com as mortes na embaixada, Homeland recupera boa parte de sua moral perdida nos últimos tempos. Agora restam os dois últimos episódios nos quais mais reviravoltas podem ocorrer, porém vejo que isso só deva acontecer no final da Season Finale. Agora é hora de fechar bem os pontos e preparar o terreno para a quinta temporada. Particularmente, acredito que toda série não-procedural não deve durar mais de cinco temporadas. Alex Gansa e Howard Gordon seriam coerentes se preparassem o próximo ano para ser o último, mas sabemos que tem muito mais em jogo do que a coerência nessas horas.

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