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[Fora de Cena] Da Magia à Sedução

" Jogue sempre sal sobre seu ombro esquerdo, plante alfazema para dar sorte e apaixone-s...


"Jogue sempre sal sobre seu ombro esquerdo, plante alfazema para dar sorte
e apaixone-se, sempre que puder."

Em 1998, Hollywood tinha alguns queridinhos no cinema, mas Sandra Bullock e Nicole Kidman, ainda não estavam na lista. Bullock era conhecida, por viver a passageira Annie Porter no clássico da Sessão da Tarde, Velocidade Máxima. Já Kidman, tinha no currículo alguns filmes indie e o papel da Drª. Chase Meridian em Batman Eternamente. Vou exagerar se eu disser que Da Magia à Sedução alavancou a carreira das duas, mas, sem dúvidas, pra quem já estava de olho nas moças, a pequena comédia romântica com um toque brega de magia nos fez amá-las ainda mais.

A trama simples e nenhum pouco interessada em sair do lugar comum, fez parte da minha infância junto com outro clássico de bruxaria, o indispensável Abracadabra. Porém, no lugar das diabólicas irmãs Sanderson, tínhamos as irmãs Owens, jovens órfãs que, ao perderem os pais, vão morar com as tias e passam a descobrir toda uma herança mágica, que infelizmente é precedida de uma terrível maldição: elas nunca poderão se apaixonar. Com os anos, Sally (Bullock) conhece o amor da sua vida e Gillian (Kidman) põe o pé na estrada, prometendo voltar sempre que a irmã precisar. Os caminhos das duas só se encontrarão, quando tudo der errado, após um desvio que coloca Gillian numa destrutiva relação.

Baseado no romance homônimo de Alice Hoffman, Da Magia à Sedução só sofre por conta da direção convencional de Griffin Dunne, que aposta nos maiores clichés do gênero para apresentar o universo fantástico do filme. No entanto, quando elenco, trilha sonora e o humor negro do roteiro entram em ação, nem atentamos mais para os tiques do diretor. A sequência da noite de margueritas, ao som de Coconut de Harry Nilsson, por exemplo, reforça toda a união das qualidades citadas anteriormente.

Ganhando pontos ao partir para o horror num dos subplots que aterrorizou minhas noites no passado: o homem estranho na roseira com Always on My Mind do Elvis; o filme não deixa a peteca cair ao assumir um tom sombrio, totalmente oposto à primeira metade da história. É aqui, também, que Nicole Kidman tem a chance de brilhar, colocando Gillian no modo Regan de O Exorcista.

Da Magia à Sedução é daqueles guilty pleasures que ficará com você muito tempo depois do fim dos créditos. Um filme sobre bruxas, do tempo em que se faziam bons filmes sobre bruxas. Para rever sempre que quisermos uma lição com as Owens. 

Querem mais um motivo para ver o filme?! Olhem o sorriso dessas duas. Apaixonante!!
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