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[Crítica] Linda de Morrer


E se com apenas uma pílula a celulite pudesse ser eliminada da vida de qualquer mulher? Com certeza esse é um dos maiores desejos do sexo feminino, e é baseada nessa premissa que somos "presenteados" com Linda de Morrer, nova comédia da Globo Filmes e dirigido por Cris D'Amato. A diretora tem mesclado trabalhos interessantes como Confissões de Adolescente e coisas pavorosas do estilo de S.O.S Mulheres ao Mar (que terá uma continuação sabe-se lá como). Aqui, ela se esforça para fazer um filme simpático.

No longa, conhecemos Paula (Gloria Pires), uma médica viciada em trabalho que consegue descobrir a fórmula para acabar com a celulite apenas usando comprimidos. O medicamento chamado Milagra (surpresa!), que promete revolucionar o mundo da estética rapidamente, se transforma no sonho de consumo de todas as mulheres. Mas o que Paula não sabe é quais são os efeitos colaterais do remédio e, por ser cobaia dele, acaba partindo dessa para uma melhor, ou nem tão melhor assim, já que ela tem uma série de assuntos pendentes com sua filha Alice (Antonia Morais, filha de Gloria na vida real). Paula também deve evitar que o Milagra chegue às lojas e faça mais vítimas.

A partir desse ponto, temos tudo que uma globochanchada precisa: situações ridículas, diálogos pobres, personagens caricatos e atuações fracas. O filme, mesmo com a curta duração, tem cenas entrecortadas e jogadas de maneira abrupta na cara do espectador. Mesmo tendo uma proposta interessante ao falar sobre a busca desenfreada pelos padrões de beleza impostos pela sociedade, o longa não aprofunda nenhuma discussão e fica vazio e esquecível.

Como pontos negativos da projeção estão as atuações fraquíssimas do casal Alice (Morais) e Daniel (Emilio Dantas), uma vez que os dois não possuem nenhuma química na tela e também não funcionam nas cenas individuais, onde fica muito incômodo se envolver com a trama. Dantas é muito elogiado por seu papel no musical Cazuza, mas aqui deixa a desejar e é esmagado nas muitas interações com Gloria durante todo o longa. O vilão interpretado por Ângelo Paes Leme tem planos menos interessantes que o do Cebolinha quando quer ser o "dono da rua", além de ter pouco desenvolvimento, e isso zera qualquer tipo de interesse por sua persona.

Os maiores destaques do filme ficam por conta de Gloria Pires, que realmente parece se divertir em todos os seus momentos em tela e consegue ser divertida e irônica sem soar caricata. Mas o ponto alto da projeção é a atriz Stella Miranda (que interpretou Dona Álvara em Toma Lá Dá Cá), que em poucos minutos rouba a cena, faz gargalhar alto (não vou contar sobre o que é, pois estragaria toda a diversão) e salva o longa do fiasco total em divertir. A verdade é que Linda de Morrer poderia ser tranquilamente um especial da Globo e não precisava estar na tela grande.

P.S.: Para quem está se perguntando sobre a participação de Susana Vieira no longa: pequena, sem graça e desnecessária.

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