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[First Look] MasterChef Júnior Brasil 1x01 - Episódio 01

Estamos de volta ao MasterChef!


Estamos de volta ao MasterChef!

Poucas semanas após o fim da segunda temporada do MasterChef Brasil, pareceu inusitada a ideia de engatar uma nova edição que já previa muitos mais desafios. O MasterChef Junior, já tradicional em outros países, chegou para abrilhantar nossas terças-feiras, trazendo de volta um dos programas mais comentados do país atualmente e que, de quebra, vem junto com um show de humilhação para qualquer adulto que já passou por aquelas bancadas.

A começar, não há outra pergunta do que a seguinte: qual a principal diferença para a versão de origem? E mais do que idade, tamanho ou qualquer resposta óbvia, fica clara a solidariedade e o companheirismo que dominam o programa. Emprestar ingredientes e oferecer ajuda são atos genuínos, e não forçados para não parecer feio diante das câmeras. Além de ser a principal diferença, a sinceridade infantil poderia ser o principal atrativo.

Poderia. Além de espontâneas e divertidas, o conhecimento sobre cozinha é o que impressiona e se sobressalta durante todo o episódio. Me senti totalmente representada por Paola, que fazia caras e bocas de espanto ao ouvir das próprias crianças a execução de receitas dignas dos melhores cozinheiros ao redor do mundo. Sem explicação prévia de nenhum dos chefs, as crianças foram capazes de executar receitas como a do crème patissière, crumble de nozes, massas frescas, acertar o ponto das carnes e seus temperos com maestria, além de recriar o passo a passo do famigerado ovo pochê. Fica redundante comparar com a versão adulta, mas se vocês bem se lembram, quase tudo do que citei foram provas consideradas dificílimas para os adultos, e com um índice de acertos que beirava o zero (e a vergonha gratuita).

Além de muita inteligência culinária no que diz respeito a receitas e na reinvenção delas, os cozinheiros mirins, com exceções pontuais, são capazes de ligeiramente consertar aquilo que não vai dar certo, e perceberem isso por si só, o que os permite tomar decisões bastante acertadas. Porém, se existe algo que engessa a personalidade das crianças é a presença dos pais no estúdio. Já neste primeiro episódio, é visível o quanto alguns deles exageram na cota invadindo a concentração e a performance dos seus próprios filhos. É constrangedor, feio e totalmente desnecessário. Já que provavelmente a presença deles deve ser mantida, torço para que daqui para a frente haja cada vez menos intervenções.

E quando falamos sobre os chefs? Para mim, não é novidade o quanto o Fogaça se destaca aqui como aquele que mais sabe lidar e se dirigir a cada uma das crianças. Com uma postura firme e correta, Henrique dá dicas preciosas e envolve os participantes com muita confiança; Jacquin talvez seja o causador de maior surpresa. Primeiro porque, aparentemente, é o favorito das crianças, e segundo porque parece estar se esforçando bastante para parecer um bom conselheiro. Nunca gostei das intervenções do francês, que sempre parecem tendenciosas e nada construtivas, pois tudo tem que estar ao gosto dele. Nesta versão infantil, Erick parece olhar mais no olho de cada criança para perceber que tudo aquilo é realmente o mundo para elas, e não há tempo para falhas ou conversas sem fundamento.

Mas dos três, Paola parece a mais encantada. Foi gostoso de observar em seu rosto a felicidade de ver cada um daqueles talentos mirins cozinhar com vontade, ousadia e criatividade. Tenho para mim que todas as críticas feitas por ela aos adultos nos programas anteriores foram atendidas por "simples" crianças, que cozinham com firmeza e com muita alegria naquilo que fazem. Eles estão ali desnudos de preconceitos e de derrotas. Eles acreditam que realmente são capazes de qualquer coisa, com toda a força que têm. Se Paola desidratou tanto em um episódio, avaliem daqui para frente. Não é para menos.

Sobre as crianças, ainda é difícil ou cedo demais para traçar um perfil certo. No entanto, já pudemos perceber que participantes como Aisha, Sofia, Ivana e Laura possuem personalidades muito fortes, e que devem se destacar por isto. No quesito cozinhar, Lorenzo e Tomás foram claramente muito bem, assim como Aisha; se continuarem dessa forma, prometem crescer no programa. Semana que vem tem caixa-surpresa, e tudo pode mudar.

Com uma estreia nada menos que sensacional, o MasterChef, apesar de ainda cometer muitos erros, continua defendendo e justificando o posto de melhor reality show do país com essa edição Júnior. Que continue assim.

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