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[Review] Homeland 5x05/06/07 - Better Call Saul/Parabiosis/Oriole

Ela enganou todo mundo.


Ela enganou todo mundo.

É incrível como uma célula implantada em um enorme sistema pode fazer tudo desandar se não percebida a tempo. Allison está desestruturando a CIA de dentro para fora, colocando velhos "amigos" como Saul e Dar Adal um contra o outro. E para completar, nem mesmo Carrie ainda sacou qual é a dela e vai direto para seu encontro, no que pode resultar em um dos momentos decisivos para esta temporada. Os últimos episódios mostram um tom diferente que esse ano adotou: em vez de grandes atentados, cada um ali tem que se preocupar com a própria pele. E isso vale para todos, sem exceção.

Comecemos então pela saga que Peter Quinn, a mais paralela a história principal até aqui. Baleado pelos russos, o agente especial cai nas mãos de jihadistas sírios. Ou seja, a sorte definitivamente não anda ao seu lado. Será? Pois agora Quinn tem a chance de fazer um grande trabalho para seu chefe Dar Adal. Depois de ser baleado duas vezes e esfaqueado, Peter continua 'mitando', está de pé e pronto para a próxima. Para aqueles que torcem por um romance entre ele e Carrie, acredito que isso esteja longe de acontecer. Depois de Brody, a série deixou essa temática de lado, e é basicamente uma série sobre estratégias de espionagem internacional. Vida social está em baixa neste quinto ano, o que vem sendo um ponto positivo. A história de Peter Quinn muito me interessa, pois ele é aquele que consegue sempre estar na situação mais perigosa, mesmo que não tenha ninguém atrás dele.

A parte que envolve Jonas, Laura e Otto ainda não obteve grande destaque. Laura é uma personagem irritante, o que é um problema, pois a causa dela é justa. Sua briga por transparência bate de frente com os objetivos de Carrie em manter tudo em sigilo, ao menos até descobrir quem tentou matá-la. A série ainda não conseguiu equilibrar um bom debate sobre os extremos cometidos pela espionagem mundo a fora, e nem acredito que seja esse seu objetivo, uma vez que é uma produção norte-americana e, ao que parece, contrária a Edward Snowden.

Enfim chegamos a Saul, Dar Adal e Allison. Ao ver o último episódio, Oriole, eu estava pronto para criticar Saul por ele sempre ser enganado. Mas tenho que pegar leve, pois não é só ele. É incrível como Allison conseguiu manipular todos ali. O experiente Dar Adal desconfia de um de seus mais antigos amigos, e não hesita em mandá-lo de volta para os EUA. Ora, talvez a rixa antiga entre eles tenha falado mais alto, ainda assim, quando tudo acabar, Saul está certo ao dizer que Dar vai se arrepender bastante. Saul também não é nenhum santo, e demorou ao reconhecer que Carrie dizia a verdade. Todo mérito à diretora do episódio Oriole, Lesli Linka Glatter, pela sequência em que Saul rouba os documentos da agência, um plano sequência (provavelmente falso) muito tenso, que passou toda a dificuldade da situação. Vale destacar que os melhores episódios desta temporada não vêm sendo dirigidos ou escritos pelos criadores da série. Além disso, eles não estão abusando do tempo e dificilmente ultrapassam os 50 minutos.

Por último, porém não menos importante, temos Carrie. Não vem sendo dias nada fáceis para ela, e nunca são. Mas ser caçada e abandonada pelo melhor amigo e mentor tem um peso diferente. Carrie teve a sorte de poder contar com Otto, até aqui alguém livre de qualquer suspeita (o que pode mudar a qualquer momento, pois a série tem dessas). A morte realmente acompanha Carrie, seja no Iraque, em Berlim ou Amsterdã. O que me surpreende é ela não ter descoberto sobre Allison. Justo Carrie, que tem o diferencial de ver o que os outros não enxergam. Realmente espero que ela esteja apenas enganando Allison, mas imagino que não. Dessa vez, ao que tudo indica, nem Carrie Mathison está a par do infiltrado. O que, cá entre nós, faz dessa temporada algo totalmente diferente do que já vimos até então. Homeland tem o mérito de não ter caído na mesmice, e com cinco episódios ainda pela frente muita coisa pode mudar. Como o melhor sempre fica para o final, as expectativas estão bem altas.

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