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[Fora de Cena] Star Wars - Trilogia Prólogo


Chegou a hora de falar dessas belezinhas que geram tantas controvérsias entre os fãs de Star Wars. A nova trilogia, que se propôs a contar o início da história mostrada nos filmes originais, foi lançada entre 1999 e 2005 recheada de expectativas, afinal era Star Wars voltando aos cinemas após um hiato de dezesseis anos.


Eu era muito jovem para me lembrar de como foi a espera pelos novos filmes da saga, mas acredito que tenha sido semelhante a que vemos hoje em torno de O Despertar da Força. Senão vejamos, A Ameaça Fantasma é a maior bilheteria da saga Star Wars até hoje, sendo o único a ultrapassar a barreira de 1 bilhão de dólares. Os três filmes foram escritos e dirigidos por George Lucas. Vamos então relembrar um pouco dessa trilogia que, apesar dos pesares, tem seus bons momentos.


Star Wars - Episódio I: A Ameaça Fantasma (1999)


George Lucas e o elenco do Episódio I
A Ameaça Fantasma pode ser considerado o prólogo dentro do prólogo. Isso, pois se passa trinta anos antes dos eventos vistos em Uma Nova Esperança (1977) e dez anos antes do Episódio II - O Ataque dos Clones (2002). Nos é mostrado como Obi-Wan Kenobi conheceu Anakin Skywalker, aquele que um dia se tornaria o lendário Darth Vader. O problema principal do Episódio I é que isso resume o filme: Obi-Wan toma Anakin como aprendiz. Pronto, com essa informação você já pode partir para o Episódio II. Não por acaso, alguns fãs sugerem que a ordem ideal para assistir os filmes seja IV, V, II, III e VI, excluindo o I. Mas A Ameaça Fantasma é assim tão ruim? Eu discordo parcialmente.

O principal problema do filme é o roteiro, muito diferente de Uma Nova Esperança, apesar dos filmes serem bastante semelhantes em quesitos como locações, além de uma série de referências ao filme de 1977. Em A Ameaça Fantasma a história não flui da mesma forma, temos cenas de humor forçadas com personagens nada engraçados. Enquanto Han Solo era diversão garantida em cada cena da Trilogia Clássica, aqui somos fadados a aguentar Jar Jar Binks, o maior equivoco de toda a saga. Se era para ser divertido não deu certo, e Jar Jar se tornou insuportável. O próprio Anakin Skywalker criança (Jake Lloyd) é um personagem irritante, o que é um problema sério visto que é a história dele que está sendo contada. Além do mais, surge outra explicação para a Força, a de que ela se manifesta através de micro-organismos conhecidos como Midi-chlorians. Uma tentativa de explicação científica desnecessária para um elemento místico da série. Para efeitos narrativos, serviu para mostrar como Anakin seria um Jedi promissor ou "o escolhido" destinado a trazer equilíbrio para a Força.

"Duel of Fates", o melhor momento de A Ameaça Fantasma
Entretanto, enxergo pontos positivos no Episódio I. O filme contava com um bom elenco: Liam Neeson, Ian McDiarmid, Ewan McGregorNatalie Portman, entre outros. Neeson interpretou Qui-Gon-Jinn, um dos melhores Jedi da saga, e protagonizou um épico duelo com Darth Maul (Ray Park). O próprio Darth Maul é um ponto positivo, mesmo com seu papel quase sem falas, ele ocupou bem a posição de vilão e auxiliar do misterioso Darth Sidious. O filme conta ainda com "Duel of Fates", uma das melhores trilhas sonoras já feitas por John Williams.


Star Wars - Episódio II: O Ataque dos Clones (2002)


A sequência que daria início às lendárias Guerras Clônicas tinha tudo para ser um grande filme, mas não foi. Ao meu ver, este só não é o pior filme de Star Wars porque temos momentos épicos e referências à trilogia original que salvam o todo de mais um roteiro ruim. Toda a trama de criação do exército clone é muito mal explicada, assim como a influência de Conde Dookan/Darth Tyranus (Christopher Lee) no processo. O tal mestre Jedi Zaifo-Vias, criador do exército clone - que é crucial para o desenrolar da história - é somente citado. Sei que é inútil trabalhar em "se", mas se o Episódio I tivesse focado nessa trama, talvez ele não ficasse tão desconectado do restante dos filmes.

Reunião Jedi assim só em O Ataque dos Clones

O Ataque dos Clones também sofre com a atuação do protagonista Hayden Christensen. Dificilmente alguém enxerga um futuro Darth Vader nesse Padawan, nem mesmo na sequência em que sua mãe morre em seus braços. Aliás, minha experiência pessoal com Star Wars começou nesta trilogia, então só fui me tocar que Anakin Skywalker se tornaria o tal Darth Vader lá no meio do Episódio III. Sem falar na aproximação extremamente forçada para formar um par com Padmé Amidala (Natalie Portman). Han e Leia não chegaram nem perto de sofrer concorrência no quesito "melhor casal" da saga.

Yoda x Dookan, o momento mais épico do Episódio II
Mas então, o que há de bom em O Ataque dos Clones? Bastante coisa, na verdade. Voltamos a Tatooine e, desta vez, visitamos a casa que Luke cresceu, além de conhecer os jovens Tio Owen e Tia Beru. A nostalgia é forte nesse momento do filme. É no Episódio II também que descobrimos que R2-D2 voa, algo que por ora ele só fez em O Ataque dos Clones. É aqui também que vemos a maior reunião de Cavaleiros Jedi da saga, incluindo Mace Windu (Samuel L.  Jackson) e seu peculiar sabre de luz roxo. E para concluir: o momento épico da Batalha de Geonosis, que dá inicio às Guerras Clônicas, tem nada menos que Mestre Yoda em ação e provando porque é o maior Jedi de todos os tempos. Como disse no começo, tudo isso salva o Episódio II de ser o pior. E claro, Jar Jar Binks foi reduzido a quase figurante, felizmente.


Star Wars - Episódio III: A Vingança dos Sith (2005)


No duelo de Generais, melhor para Obi-Wan Kenobi
Sem dúvidas, o melhor filme desta trilogia. Depois de dois episódios problemáticos, o Episódio III chegou para se redimir. Tudo bem que está longe de ser um filme perfeito, e também não se compara ao charme da trilogia original, mas A Vingança dos Sith tem o mérito de ser alucinante quase do início ao fim. Contudo, novamente sofremos com o roteiro em torno do protagonista. Hayden Christensen até melhora sua atuação em relação ao Episódio II, entretanto a jornada de Anakin para o lado sombrio não flui muito bem ao longo do filme. Felizmente temos show de atuação na performance de Ian McDiarmid, bem à vontade no seu papel de Palpatine/Darth Sidious.

Nasce Darth Vader
Ewan McGregor também se destaca, seja no confronto final com Anakin ou na batalha contra o General Grievous. Seu Obi-Wan Kenobi finalmente se aproxima do Kenobi de Alec Guinness visto na trilogia clássica. O filme é bem sombrio, trazendo todo o drama da queda dos Jedi, além da morte de Padmé no parto de Luke e Leia em paralelo ao nascimento de Darth Vader na forma que lhe deu fama. Entretanto, falta aquela polida no roteiro para que soe mais natural. Existe uma série de falas forçadas que talvez fossem melhores se o roteiro estivesse nas mãos de Lawrence Kasdan - roteirista de O Império Contra-Ataca e de O Despertar da Força -, por exemplo. Nada disso, porém, estraga a emoção de ver um ciclo concluído e o início do que é mostrado na trilogia clássica.


A Nova Trilogia pode não ser tão boa se comparada à Clássica. Mas, se analisada separadamente, ainda assim são bons filmes. Não é incomum encontrar quem prefira à nova, que tem efeitos especiais espetaculares, além de combates Jedi de tirar o fôlego. O que faltou para prólogo foi uma melhor organização no roteiro. George Lucas recebe mais críticas do que deve, eu acredito, mas é inegável que Star Wars brilhou mais nas mãos de outros roteiristas e diretores. Com O Despertar da Força prestes a estrear, sabemos que o que deve ser resgatado é o clima da Trilogia Clássica, na qual ser um Jedi é exceção e não a regra.

Enfim, com este post encerro o Fora de Cena dedicado à Star Wars. Mas fique ligado que tem mais sobre a saga chegando aqui no LoGGado. Até a próxima!


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